quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Feliz Ano Novo!

Chegamos ao final de 2011. Nesses cinco meses de blog aprendi muito, mas sei que posso melhorar ainda mais.  Para o próximo ano o blog contará com novidades como a super promoção que será lançada no início de janeiro e irá sortear nada mais nada menos do que uma edição de colecionador da saga As crônicas de Gelo e Fogo, contendo os três volumes da série de sucesso de George R. R. Martin, A Guerra dos Tronos, A Fúria dos Reis e A Tormenta de Espadas.

Agradeço aos leitores assíduos, aos visitantes e àqueles que postaram comentários no blog, pois é essa a ideia mesmo, conversar sobre aquilo que gostamos. As amizades adquiridas nesse período foram uns dos maravilhosos resultados dessa experiência em compartilhar opiniões sobre séries, filmes, livros e quadrinhos. E para finalizar, aqui vai uma simples mensagem de quem aprendeu a editar áudio e vídeo hoje. Espero que gostem.

video

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Homeland, mais uma perfeição do Showtime.



Quem é leitor do blog já conhece minha paixão pelas séries do canal americano de tv a cabo, o Showtime. O canal tem entre suas produções obras-primas como Dexter, The Big C e Shameless e estreou nessa fall season Homeland, que conta a história do retorno do soldado americano, Nicholas Brody, depois de oito anos de cativeiro no Iraque. Brody é visto como um herói nacional mas uma agente da CIA, Carrie Mathison, possui a informação de que um solado americano foi convertido ao islamismo e aderiu à causa terrorista dos fundamentalistas liderados por Abu Nazir e ela acredita que Brody é uma ameaça à segurança nacional americana.

O show, que tinha tudo para cair no lugar comum tedioso que é tratado o terrorismo, principalmente depois do 11 de setembro, na verdade se mostrou um triller psicológico envolvente, com fortes aores nos papéis principais. Carrie é interpretada por Claire Danes, atriz de Stardust, Romeu e Julieta e O Eterminador do Futuro 3. O papel de Nick Brody pertence a Damian Lewis, ator inglês acostumado a personagens densos como o detetive Charlie Crews, da série Life. O elenco de apoio conta com Mandy Patinkin interpretando Saul Berenson, agente da CIA e mentor de Carrie. Patikin é conhecido pelos fãs de séries como o agente Jason Gideon de Criminal Minds. Por fim, mas não menos importante, a série conta com a presença de Morena Baccarin, atriz brasileira que fez o papel de Anna, líder da raça alienígena na série cancelada V. Ela interpreta a esposa de Brody, que mantina um caso amoroso com o melor amigo do marido.



Os atores estão perfeitos em seus papéis, cada um dando cedibilidade a seus personagens, que foram desenvolvidos pelos roteiristas de forma complexa, cheios de qualidades e defeitos que contribuem para que o show não caia na mesmice da guerra contra ao terror de outras produções. São personagens com desejos, medos, dúvidas. O show fica numa linha tênue entre o certo e o errado, entre o que é moral, amoral e imoral. Vale a pena visitar também o site da série, que permite participar de jogos como um agente da CIA e também fazer o teste do polígrafo, de acordo com seu perfil no Facebook.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Terra Nova, a última chance da humanidade.



O ano é 2149. A tecnologia chegou ao seu ápice, as cirurgias são feitas sem um único corte e é possível ver, por meio de uma máquina, qualquer lugar no tempo e no espaço. Seria excelente se o ar não fosse praticamente irrespirável, frutas e vegetais fossem extremamente raros e se não existissem políticas severas de controle de natalidade com punições como prisão no caso de famílias com mais de dois filhos. O ano é 85 milhões antes de Cristo. A natureza é exuberante, o mundo é livre da poluição, frutas e legumes à disposição e a humanidade disposta a dar o seu melhor em favor da coletividade. Parece maravilhoso se não fosse o pequeno problema de tentar sobreviver e não virar comida de dinossauro.

Esse é o cenário da nova estréia da FOX, Terra Nova, uma ficção científica que conta a história da família Shannon, que deixam um Planeta Terra agonizante em 2149 e recebem a chance de habitar Terra Nova, uma colônica na era pré-histórica que foi criada depois da descoberta de uma fissura no espaço tempo. As pessoas são selecionadas através de loteria ou de acordo com habilidades específicas, em especial na área da ciência. Mas como tudo não são flores, os habitantes da colônia enfrentam dois problemas: sobreviver aos dinossauros e lutar contra os Sextos, um grupo de rebeldes expulsos de Terra Nova depois de serem descobertos pelo Comandante Taylor, uma espécie de "prefeito-governador-presidente" da colônia. Os Sextos pretendem criar uma forma de acesso contínuo a 2149 para enviar ao futuro as benesses da natureza pré-histórica, além do objetivo de matar Taylor, que possui alguns esqueletos no armário, principalmente em relação a seu filho.

O elenco é praticamente desconhecido, a maioria fez participações especiais em algumas séries de TV ou foram astros de séries canceladas como Jason O'Mara que faz o papel de Jim Shannon, o patriarca da família, e estrelava a cancelada The Agency. Destaque aqui para Stephen Lang, que interpreta o Comandante Taylor e também fez o Coronel Miles Quaritch em Avatar. A série era uma das estréias mais aguardadas da fall season pois é produzida pelo grande Steven Spielberg, também produtor de Falling Skies, da TNT. Spielberg e seu complexo de Peter Pan continuam nos fornecendo entretenimento de qualidade, e dessa vez, estamos livres dos extra-terrestres.

Você pode interagir com a  série por meio de um aplicativo no Facebook que calcula se a pessoa tem habilidades que valem o ingresso para Terra Nova, e determina a aptidão para a ciência, agricultura, segurança e cuidados médicos. O site da série também possui um aplicativo com as mesmas funções, porém muito mais elaborado. As duas opções exigem um conhecimento básico de inglês.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Os contos de fadas estão de volta! Bem, mais ou menos.

Contos de fadas são usados para ensinar as crianças a usar a imaginação, a lidar com situações cotidianas, e  invariavelmente possuem uma lição de moral do tipo "obedeça seus pais", "não fale com estranhos" e outras mais, mas que sempre encerram um final feliz. Muitos foram levados às telas, principalmente pela Disney, como desenhos animados politicamente corretos, mas hoje a indústria do entretenimento os vem revisitando e dando nova roupagem. Aconteceu recentemente com o conto Chapeuzinho Vermelho no filme A Garota da Capa Vermelha, e em fase de finalização está o longa-metragem Snow White and The Huntsman, baseado no conto Branca de Neve e Os Sete Anões. Além do Cinema, agora é a vez da Televisão buscar nos contos de fadas a inspiração para seus programas. Duas novas séries estrearam nessa fall season que merecem uma atenção especial, principalmente do fã de séries assumido.



Once Upon a Time, dos mesmos roteiristas de LOST, é uma nova série da ABC, que conta a história de Emma (Jennifer Morrison, a Cameron em House), uma caçadora de recompensa que se muda para Storybrooke, uma cidadezinha do Maine depois que seu filho Henry, que ela deu para adoção 10 anos atrás, a encontra e diz que necessita de sua ajuda. Para Henry, a cidade é habitada apenas por personagens dos contos de fada que foram vítimas da maldição da Bruxa Má, e foram aprisionados no nosso mundo para não mais existirem finais felizes. Os personagens não estão cientes da maldição e apenas Emma, que conseguiu escapar da maldição ainda bebê, é quem pode ajudar a quebrá-la. Emma não acredita na teoria de Henry, mas decide ficar na cidade depois que conhece a prefeita da cidade, mãe adotiva de Henry, pois ela faz de tudo para expulsar Emma da cidade.

O show também mostra o que aconteceu no passado, no mundo dos contos de fadas, como alguns personagens se conheceram e como a Bruxa Má conseguiu lançar a maldição. Um dos personagens mais enigmáticos é Rumpelstiltskin, interpretado pelo talentoso Robert Carlyle, mais conhecido pelo seu papel em Ou Tudo ou Nada e também em Eragon. A série estreou no final de outubro e com apenas quatro episódios transmitidos já possui bons números de audiência, algo em torno de 11 milhões de telespectadores,  que o coloca como a série atual mais assistida pelos americanos nas noites de domingo. 



Outra série que explora o mundo dos contos de fada é Grimm, da NBC, dos mesmos produtores de Buffy, a caça-vampiros e Angel. Nick Burkhardt é um detetive da divisão de Homicídios de Portland que recebe a visita de sua tia, Marie, e descobre que é descendente de uma organização chamada Grimm, que tem a missão de caçar monstros. O show trabalha com a idéia de que os contos de fada são reais, na verdade, que foram baseados em fatos reais. O lobo mau da historinha da Chapeuzinho Vermelho, os ursos do conto Cachinhos Dourados e os Três Ursos, na verdade são monstros que mostram sua verdadeira face quando perdem o controle, mas só um Grimm consegue vê-los em sua forma. 



Nick, que não tem muito conhecimento sobre o assunto, busca ajuda nos livros de sua tia e onta com a ajuda de Eddie Monroe, um "lobo mau" convertido, como os Cullen da saga Crepúsculo. Monroe é interpretado por Silas Weir Mitchell, que ficou conhecido como Charles Hayworth, um dos fugitivos de Prison Break, que conseguia ver um padrão nas tatuagens de Scofield. A série é excelente,  e apesar  de ter uma audiência modesta, na casa dos 5 milhões de telespectadores, pode ter grandes chances de renovação, já que é uma audiência aceitável para séries que são transmitidas na sexta-feira, o pior dia de transmissão da grade americana. 

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Os Delírios de Consumo de Becky Bloom, um livro que toda mulher deveria ler.


Minha mãe tem uma espécie de brincadeira com os netos. Ela diz que os ama e pergunta se eles imaginam o tamanho do amor dela por eles. Invariavelmente o amor dela é do tamanho da lua ou do mar. Se me perguntassem o quanto eu gostei de Os Delírios de Consumo de Becky Bloom, minha resposta seria a mesma.

Rebecca Bloom é uma jornalista que trabalha numa revista de economia e finanças e que possui uma compulsão nada salutar por compras, por consequência não consegue controlar seu próprio orçamento. Com dívidas até o pescoço, ela usa várias desculpas esfarrapadas para evitar as cobranças. Becky é hilária, extremamente atrapalhada; a gente não consegue acreditar nas confusões em que ela se mete... É como se ela vivesse em um faz-de-conta constante, imaginando um futuro sempre positivo. Ela é otimista, com quase nenhuma dose de realismo, e isso a torna uma personagem adorável, para dizer o mínimo.

Que mulher não adoraria esquecer que existem consequências e sair comprando toda coisa linda que vê pela frente? Ainda mais se existir aquela palavrinha mágica em letras garrafais, “LIQUIDAÇÃO"? Uma bota, um sapato, uma saia, um vestido, uma camisa, um óculos de sol, maquiagem? Eu adoraria! Aí vem a realidade e me acerta como uma enxada na cara. Eu sempre devolvo peças nos caixas das lojas de departamento, assim que eu vejo o total. Becky Bloom simplesmente não tem esse botão de bom senso, não em relação a compras. É um vício, puro e simples.

Sophie Kinsella tem um estilo de escrever muito parecido com o de Helen Fielding, a autora de O Diário de Bridget Jones. As duas personagens são engraçadas e tem dois pretendentes, e eles sempre são interessantes, com bons empregos, inteligentes e com uma boa grana. Mas realmente, ninguém escreve sobre se apaixonar pelo empacotador do supermercado. Além disso, as personagens trabalham com a área de comunicação social, como jornalismo e relações públicas, que erroneamente são consideradas glamourosas.

As escritoras inglesas tem sido perfeitas em escrever sobre o universo feminino, sobre nossas neuras, sonhos, desejos e medos. E fazem isso de uma forma engraçada, permitindo que nos vejamos representadas em suas personagens carismáticas, seja como mãe, como no caso de Melancia, seja como uma gordinha, como em O Diário de Bridget Jones, ou como uma mulher apaixonada por roupas, maquiagem e calçados como no livro de Kinsella. 


A obra foi adaptada para o cinema e apesar de eu ser uma cinéfila assumida e confessa, fã de carteirinha da sétima arte, o filme não faz jus ao livro. É engraçado, mas não tanto quanto o livro. O relacionamento de Becky com o gerente de banco, Derek Smeath, é banalizado pelo filme e é justamente uma das coisas mais engraçadas do livro. O filme dá a entender que Becky conseguiu vencer a compulsão por compras, mas é algo que a personagem ainda combaterá nos livros da série. 

O filme também peca ao minimizar o relacionamento entre Rebecca e Luke Brandon, pois o rapaz é em grande parte responsável pelo amadurecimento da jornalista no livro. Quer dizer, amadurecimento em progresso, pois Becky ainda se meterá em enrascadas hilárias. Os Delírios de Consumo de Becky Bloom é chick-lit de primeira, que recomendo veementemente. É diversão garantida em todas as páginas. Em especial uma página toda escrita em finlandês.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Unforgettable, uma série inesquecível.



Ser um super-herói sempre foi algo presente no imaginário popular, ainda mais no infantil. Telecinésia, telepatia, superforça, invisibilidade, velocidade e habilidade de voar são alguns dos poderes desejados por muitos. No entanto, a natureza também foi capaz de dotar algumas pessoas com com super habilidades, vítimas da genética. É o que acontece com a protagonista da nova série da CBS, Unforgettable.

Carrie Wells é uma policial que sofre de uma doença chamada síndrome hipertimésica, que dá a ela a habilidade de lembrar de tudo o que já viu ou ouviu, mesmo que por segundos, em sua vida. O grande problema de Carrie é que, quando era criança, testemunhou o assassinato de sua irmã, que é o único evento do qual ela não consegue se recordar.

Ela se torna policial para conseguir resolver o mistério sobre  a morte de sua irmã e por não conseguir recordar, deixa a Polícia de Siracusa e se muda para Nova York. Lá, faz trabalho voluntário no asilo em que sua mãe está internada até que o assassinato de sua vizinha traz à sua vida alguém do passado, seu ex-namorado, Al Burns, que também era detetive em Siracusa e agora trabalha como detetive na divisão de Homicídios da Polícia de Nova York.

O homicídio da vizinha leva Carrie de volta à polícia e ela começa a usar seu dom para solucionar os assassinatos investigados pelo departamento de Al, apesar do ceticismo dos colegas de trabalho. Além de provar seu valor e o valor de seu dom, ela ainda precisa lidar com a nova vida de Al, que está noivo de uma psicóloga que trabalha com a polícia. Mas, mais do que tudo, o que tem dominado o pensamento de Carrie são as lembranças que começaram a aparecer do fatídico dia em que perdeu a irmã.

Poppy Montgomery, a Samantha Spade de Without a Trace, é quem interpreta Carrie e é bem legal a sua forma de investigar os casos, não apenas por causa da sua habilidade, que sempre é mostrada em flashback, mas também porque Carrie é uma detetive muito humana, que empatiza com as vítimas e familiares. Dylan Walsh, o Dr. Sean McNamara de Nip/Tuck, é quem dá a vida ao papel do detetive Al Burns. A série está sendo bem recebida pelo público, com audiência em torno de 11 milhões de telespectadores, o que geralmente significa uma segunda temporada e é uma excelente notícia para os fãs da série, que torcem para que Carrie encontre o assassino de sua irmã.




sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Revenge, porque vingança é um prato que se come frio.



Há um ditado popular que afirma que a vingança é um prato que se come frio. Não se revida imediatamente, você revida quando o outro menos esperar, quando a guarda estiver baixa. É essa a premissa de Revenge, série da ABC que estreou dia 21 de setembro e já tem público cativo. Com apenas quatro episódios transmitidos pela emissora, a série já alcançou mais de 241 mil fãs na página do show na rede social Facebook.

Muito do sucesso da série é devido à presença graciosa de Emily VanCamp, já conhecida do grande público pelas séries Everwood e Brothers e Sisters. Emily dá vida à personagem homônima Emily Thorne, que se muda para Hamptons, uma cidade na costa do estado de New York, conhecida por ser frequentada pela alta sociedade. Emily, que na verdade se chama Amanda Clark, muda seu nome para colocar em prática a vingança que vem planejando há anos, desde que descobriu que sua família foi destruída por um complô armado contra seu pai pelos melhores amigos da família. 

Apesar dos vários alvos de sua vingança, é em Victoria Grayson que Emily/Amanda encontra sua nêmesis. A mulher era o objeto de afeto do pai de Emily e o traiu mesmo sabendo que as acusações foram forjadas contra seu amante. Victoria percebe que há algo errado com a perfeição de Emily e começa a investigar sua vida, principalmente porque seu filho mais velho, Daniel, começa a se mostrar interessado por Emily. Victoria é interpretada pela talentosa Madeleine Stowe, de O Último dos Moicanos e Os Doze Macacos.

Para ajudá-la com seus planos de vingança, a bela conta com a ajuda muitas vezes indesejada de Nolan Ross, vivido por Gabriel Mann, conhecido pelo seu trabalho em A Identidade Bourne e A Supremacia Bourne. Nolan é um milionário do ramo de computação que foi impulsionado pelo pai de Emily no início da carreira, e que deseja também um acerto de contas com a alta sociedade de Hamptons.

O viés romântico também está presente na trama. Jack Porter, vivido por Nick Weschler, é filho do dono do bar local, que ainda tem sentimentos por Amanda, que conheceu na infância. Ela não pode se revelar a ele porque não quer estragar seus planos. Além disso, seu romance com Daniel Grayson, interpretado pelo lindo Joshua Bowman, mesmo sendo falso, pode acabar revelando-se algo mais, pois ele tem surpreendido Emily com sua personalidade.

A série tem mantido uma boa audiência, a história é bem contada, sempre com flashbacks que mostram a infância de Emily, e as memórias que possui daqueles que levaram sua família à ruína. Mostra também várias cenas doces entre Emily e seu pai ou entre ela e Jack. Principalmente as cenas do julgamento de seu pai e as acusações que ele enfrentou de terrorismo.

Acompanhe Revenge. Em cada episódio alguém recebe o troco de Emily. Você vai vibrar com cada X vermelho que Emily marca em cima de uma foto. É o sinal da vingança.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A Tormenta de Espadas, de George R. R. Martin



Maravilhoso! Incrível! Estupendo! Fenomenal! Não encontro palavras suficientes para descrever A Tormenta de Espadas. O livro é o terceiro da saga As Crônicas de Gelo e Fogo,de Gorge R. R. Martin, lançado pela Editora Leya. Você que tem acompanhado a guerra em Westeros, prepare seu coração, pois o escritor não tem amor a personagem nenhum, infelizmente. Ou felizmente, ainda estou confusa quanto a isso, mas o livro é genial.

Daenarys vai acumulando conquistas por onde passa, mas também sente o sabor da traição. Robb não cumpre seus votos e paga o preço por seguir seu coração. Tyrion percebe que não pode confiar em ninguém, principalmente em mercenários, prostitutas e na sua família. Sansa descobre que o que deveria ser uma vantagem começa a se tornar um fardo pois sofre com a sua beleza, juventude e nobreza. Descobrimos enfim quem atentou contra a vida de Bran em Winterfell, depois que ele caiu, e também o acompanhamos cada vez mais rumo ao norte, com seus companheiros Jojen e Meera.

Depois que Jon matou Quorin Meia-mão no livro dois, acompanhamos sua caminhada com os selvagens e suas incertezas durante a caminhada. Jaime Lannister vai se tornando um homem melhor, se é que isso pode ser dito de um Lannister. Davos consegue voltar para a corte do rei Stannis, e toma um papel mais importante a cada dia na história de Westeros. Outro personagem que cresce na saga é Samwell Tarly, que vai ganhando coragem, esperteza e discernimento a cada dia. E Arya mostra que é realmente uma Stark, se adaptando a cada situação em que se encontra, a cada companhia que lhe é imposta, sem nunca quebrar. Além disso, a oração de Arya diminui ao decorrer do tempo.

A Tormenta de Espadas é um livro para torcer, rir, chorar, se emocionar. Não existe total derrota ou vitória para as casas. Todos sofreram perdas. O lema dos Stark, O Inverno está chegando, é um prenúncio perto de se cumprir. A previsão é de um outono curto para os Sete Reinos.


quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Ringer traz de volta Sarah Michelle Gellar



Quem é que não se lembra da Buffy, a caça vampiros? Sarah Michelle Gellar andava sumida da indústria do entretenimento depois da série Buffy e dos filme Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado e Segundas Intenções, mas Ringer é seu passaporte de volta ao show business. E volta em grande estilo!

A série é uma produção da CW, canal pago americano, que também produz 90210 e Gossip Girl, inclusive batendo a audiência das duas séries. Ringer é um suspense sobre duas irmãs gêmeas, Shiobhan e Bridget, que não se falam há seis anos, mas no dia que se reencontram Shiobhan comete suicídio, ou assim parece. Bridget, cuja vida é uma bagunça, pois é procurada por um assassino e também pela polícia, resolve assumir a identidade da irmã.

Sem saber nada sobre a vida de Shioban, Bridget se depara com a vida complicada da irmã e as pessoas que não conhece como o marido de Shiv, Andrew, interpretado por Ioan Gruffudd, o Reed Richards de Quarteto Fantástico. Bridget descobre que o casamento da irmã está em crise e muito se deve ao fato da irmã ter um caso com o marido de sua melhor amiga, Henry, vivido por Kritoffer Polaha, da cancelada Life Unexpected. Além das complicações da vida de Shiobhan, Bridget ainda tem seus próprios problemas. Um deles é o agente do FBI Victor Machado, interpretado por Nestor Carbonnel, o Richard de Lost, que a procura para ser testemunha em um julgamento contra um assassino. 

Ringer lembra bastante a trama de The Lying Game (veja post aqui), mas a diferença é que o elenco da primeira é muito melhor que o da segunda. Alexandra Chando nem se compara a Sarah Michelle Gellar como protagonista. Além de protagonizar o show, a bela também é co-produtora executiva da série.Confira a nova série que tem tudo para se tornar um grande sucesso!

domingo, 25 de setembro de 2011

Person of interest, a nova aposta da CBS

A fall season trouxe de volta séries consagradas, mas também chegou recheada de novidades. Uma delas é a estréia de Person of Interest, série da CBS que conta a história de John Reese, um ex-soldado de elite do governo americano, desapontado com a vida até conhecer Finch, um ricaço excêntrico que oferece um emprego um tanto peculiar.



Finch constrói uma máquina para o governo americano depois do 11 de setembro que antecipa possíveis crimes, mas o governo só tem interesse nos casos de terrorismo. Então Finch contrata Reese para ajudá-lo a prevenir os crimes comuns, que são descartados pela máquina antes que aconteçam.

Michael Emerson, o Ben de Lost, interpreta Finch, e Jim Caviezel, conhecido do grande público pelo papel de Jesus em A Última Paixão de Cristo, faz o papel do soldado de elite John Reese. O elenco ainda conta com Taraji P. Henson, que trabalhou em O Curioso Caso de Benjamin Button e Karate Kid, como uma detetive disposta a solucionar o mistério que é Reese.

Mas não é só o elenco que conta com grandes nomes. A série foi criada por Jonathan Nolan, escritor responsável por filmes como Batman, o Cavaleiro das Trevas e O Grande Truque e a produção executiva está a cargo de J.J Abrams, o nome por trás de Alias, Lost, Fringe e mais recentemente por Super 8 (veja aqui o post sobre o filme)

Person of Interest é excelente, com ótimas cenas de ação e boas atuações, principalmente de Jim Caviezel. Ele convence como herói de ação e não parece em nenhum momento como Jesus crucificado ou o mendigo perdido de A Corrente do Bem. Deu ao papel uma mistura da ironia de Bruce Willis em Duro de Matar com a seriedade de Matt Damon na trilogia Bourne. Os fãs do gênero não ficarão desapontados.




terça-feira, 20 de setembro de 2011

Setembro, enfim!

Já comecei e deletei esse post não sei quantas vezes. Queria falar de uma coisa muito legal, principalmente porque já estava há dias sem postar nada (merecidas férias na Bahia), mas por mais que eu pensasse, o que está me deixando ansiosa e na expectativa é o retorno das minhas séries favoritas.

Esse é o melhor mês do ano para os seriemaníacos, pois é quando retornam as séries da chamada fall season, já que o outono americano começa em setembro, dia 23 para ser mais exata, mesmo dia que inicia nossa primavera. Além da fall season, temos também a mid season, que vai de janeiro a maio, e a summer season, de junho a agosto.

É na fall season que se concentram a maioria esmagadora das séries, principalmente as de grande sucesso e com mais números de episódios por temporada.Geralmente as estréias ocorrem a partir de 20 de setembro, mas esse ano já tivemos a estréia dos primeiros episódios das novas temporada de Parenthood (maravilhosa, recomendo), The Vampire Diares, How I Met Your Mother, House (impossível ficar sem assistir), Castle (amo e recomendo demais), Hawaii 5-0 (série delícia de assistir) e a famosa estréia de Ashton Kutcher na série Two And a Half Man, que registrou o maior pico de audiência na história do show, mais de 27 milhões de telespectadores.

Outras séries que sou completamente apaixonada e que retornam em setembro são Grey's Anatomy, Private Practice, Blue Blood, Glee, Raising Hope, Body of Proof, The Middle, Harry's Law, Criminal Mids, The Big Bang Theory, The Mentalist, Fringe, Happy Endings eThe Good Wife. Ufa! Claro que a fall season também conta com estréias de novas séries, como a tão aguardada Terra Nova, produzida por Steven Spielberg, que serão comentadas em breve aqui no Crônicas de Noite e Dia.


quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Haven, uma série com o toque de Stephen King



Quando uma pessoa que já está assistindo mais de 50 séries resolve ver mais uma, secretamente ela torce para não gostar, porque série é preciso acompanhar como novela (perdoem-me a comparação) e chega uma hora em que fica inviável assistir a todos os episódios. Pior ainda quando a série já estreou, pois isso significa assistir vários episódios até chegar ao atual. Assim, contra todo o bom senso, resolvi ver o primeiro episódio de Haven, e acabei assistindo todos os 21 episódios lançados em apenas três dias.

Haven é uma produção original do canal pago SyFy, baseado na obra The Colorado Kid, de Stephen King, escritor de sucesso que atualmente está na moda com a saga A Torre Negra. O show conta  a história de Haven, uma cidade no estado do Maine em que coisas estranhas acontecem. Os habitantes da cidade possuem habilidades como controlar o tempo ou eletricidade, ver como as pessoas irão morrer ou o seu maior pesadelo se materializar. Esses moradores são chamados de problemáticos ou aflitos e nem sempre sabem que conseguem realizar tais proezas.

Para ajudar esses habitantes e também impedi-los de machucar o próximo, a cidade conta com a ajuda de Audrey Parker, vivida por Emily Rose, uma agente do FBI que busca respostas sobre sua mãe biológica e que não é afetada por essas habilidades. Audrey é auxiliada pelo detetive Nathan Wuornos, interpretado por Lucas Bryant, um homem que não possui o sentido do tato, e algumas vezes também é ajudada por Duke Crocker, vivido por Eric Balfour, um homem que vive em cima da linha que define a legalidade e ilegalidade.

Haven, que  já está na segunda temporada, tem todos os elementos de uma ficção científica de qualidade. Mistério, teorias, traições, rivalidades e personagens complexos e cativantes fazem parte da série que peca, às vezes, no cuidado com detalhes, como no episódio do Homem Escuro, mas nada que prejudique o show. Recomendo aos fãs do gênero a adicionarem à sua lista de séries para assistir. Mesmo que você já veja mais de 50.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Death Valley, a série mais trash que vi na vida.



Eu nunca consegui entender muito bem o apelo que o tema zumbi tem entre as pessoas, mas é evidente que o assunto tem público cativo. A indústria do cinema praticamente todo ano lança um filme com essa temática ou algo similar ao gênero, como o Eu Sou a Lenda, com  Will Smith e a brasileira Alice Braga, e também podemos  citar a comédia britânica Todo Mundo Quase Morto. Como não poderia ser diferente, a indústria televisiva também percebeu o filão a ser explorado.

 Depois do grande sucesso The Walking Dead, lançado pelo canal pago AMC e transmitido no Brasil pela Warner, agora é a vez da MTV americana produzir uma série sobre os mortos-vivos. Diferente dos temas dos shows produzidos para adolescentes pela MTV, como The Hard Times of R.J. Berger e a recente Awkward, a nova série, Death Valley, é uma comédia trash, que se passa no Valley, área classe média baixa de Los Angeles, e conta a história de uma equipe tática da polícia responsável pela aniquilação dos zumbis e captura de vampiros e lobisomens, que apareceram após o surgimento dos zumbis na região.

Enquanto os policiais estão em ação, eles são filmados por uma equipe de tv, no mesmo estilo Cops e The Office. Um dos problemas enfrentados pelos policiais é o crescente aumento da prostituição por vampiras, que no lugar de cobrarem dinheiro de seus clientes, cobram sangue. O elenco conta com Bryce Johnson, que interpreta o detetive Darren Wilden de Pretty Little Liars, e Tania Raymond, que fez o papel de Alex, filha de Ben, na série Lost. Quem gosta de humor escrachado e da temática sobrenatural tem tudo para gostar de Death Valley, uma série tão ridícula que chega a ser engraçada.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Wilfred, uma série para adultos.



Baseada em uma série australiana de mesmo nome, Wilfred é uma dramédia que passa no canal americano FX. Estrelada por Elijah Wood, o eterno Frodo de Senhor dos Anéis, Wilfred conta a história de Ryan, um advogado depressivo que não encontra sentido na vida. Depois de uma tentativa frustrada de suicídio, Ryan faz amizade com sua vizinha Jenna, que pede a ele para tomar conta de seu cachorro, Wilfred. Enquanto todo o restante do planeta vê Wilfred exatamente como ele é, Ryan o vê como um homem fantasiado de cachorro, interpretado por Jason Gann, o criador da série.

A série é genial, é como se Wilfred fosse a personificação do Id de Ryan, tentando libertá-lo das amarras que  Ryan colocou em si mesmo. O cachorro tenta ensinar Ryan a se defender, a fazer o que gosta e a falar o que pensa, mas muitas vezes Wilfred mais parece um Grilo Falante maligno, instigando Ryan a fazer coisas erradas, como se não possuísse um filtro moral.

Cada episódio versa sobre um tema específico, como felicidade, orgulho, ira, consciência ou isolamento e traz alguma citação ou provérbio sobre o assunto, como por exemplo o episódio sobre compaixão, que mostra o relacionamento de Ryan e sua mãe, interpretada por Mary Steenburgen. O episódio começa com a citação de Anne McCaffrey: "Não faça julgamentos enquanto não tiver compaixão"

Wilfred é uma série para adultos. Lembra bastante o humor britânico, que não é exatamente um material para adolescentes. Não é aquela série de riso fácil, mas é uma comédia inteligente. Claro que estão presentes os elementos de risadas gratuitas como o sexo entre Wilfred e os animais de pelúcia, mas não é sacada da série, e sim o relacionamento entre Ryan e Wilfred, e como muitas vezes o cachorro mais parece o capetinha dos desenhos Disney que sempre instigam o Pato Donald a fazer o que é errado, mas diferente dos desenhos, Ryan consegue o equilíbrio, mostrando que, no final das contas, ser adulto é isso: ceder a alguns impulsos e desejos como comprar aquele videogame super caro, mas na maioria das vezes, controlá-los para um bem maior.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Transformers 3, o lado oculto da lua



Transformers - O lado oculto da lua, é o terceiro de uma série de filmes baseados no desenho animado da década de 80, de mesmo nome, que mostra alienígenas advindos de um planeta destruído, Cibertron. Os alienígenas são compostos de metal  e são divididos em Autobots, os mocinhos, e Decepticons, os vilões. Os Autobots possuem a habilidade de copiar o design de máquinas, geralmente carros e motos. Já os Decepticons simulam, além de carros, outras máquinas, como jatos, helicópteros e até impressoras multifuncionais. 

A história do terceiro filme gira em torno de uma nave de Cibertron que está no lado oculto da lua e que era pilotada pelo então líder dos Autobots, Sentinel Prime. Os Autobots tentam recuperá-la com a ajuda do exército americano já que os os Autobots estão cooperando com o governo dos Estados Unidos na solução de conflitos existentes na Terra. Enquanto a opinião da população se divide sobre a permanência dos aliens no nosso planeta, Sam, vivido por Shia LaBeouf, longe de Bumblebee, tenta encontrar um emprego e mora com a namorada, Carly, interpretada por Rosie Huntington-Whiteley.

Diferente dos outros dois filmes anteriores, não temos a presença de Megan Fox, e temos um humano que também interpreta um vilão, o magnata Dylan, interpretado por Patrick Dempsey, conhecido principalmente pelo seu papel de Derek Shepard, o McDreamy de Grey's Anatomy. 

Dirigido por Michael Bay - e isso significa explosões o tempo todo - o filme agrada aos fãs do gênero, principalmente os apaixonados por Transformers. Não há como existir grandes interpretações em filmes desse estilo, mas é sempre um prazer ver John Tuturro como o ex-agente Simmons. Também surpreende a presença de Frances McDormand e John Malkovich, mas o grande personagem do filme é mesmo a figura do Optimus Prime.

A presença do líder dos Autobots exala tudo que é bom, correto e decente. É emocionante quando Optimus diz que escolheu a Terra como lar e irá defendê-la de seus inimigos. Se fosse interpretado por um homem, diria que o único com qualidades para o papel seria Tom Hanks. Nerdice à parte, faço parte daqueles que adorariam ver um Transformers 4. E sim, com o Shia LaBeouf de novo.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

The Lying Game, a prima de Pretty Little Liars



The Lying Game é uma produção da ABC Family, baseada na série de livros do mesmo nome, escritos por Sara Shepard, a mesma autora dos livros da série Pretty Little Liars, que também foram adaptados para a TV em forma de seriado pelo canal pago ABC Family. O show conta a história de Emma Becker, uma adolescente órfã com problemas no lar adotivo até ser encontrada por sua irmã gêmea, Sutton Mercer, que foi adotada ainda bebê por uma família rica. 

Sutton tenta descobrir quem são seus pais biológicos e oferece a Emma a oportunidade de trocar de lugar por dois dias, enquanto ela investiga uma pista sobre os pais. Emma aceita e finge ser Sutton, mas quando aparece no lugar marcado para fazer a nova troca, a irmã não aparece. Agora Emma precisa descobrir o que aconteceu com a irmã enquanto continua a agir como se fosse ela.

O clima de segredos entre a comunidade lembra bastante os segredos de Rosewood. Emma, ao viver como Sutton, conhece o luxo e os segredos da irmã gêmea, como o romance secreto da irmã. Um dos mistérios que se desenvolverá é a relação entre Sutton e Thayer, irmão da melhor amiga de Sutton, Mads. Outro possível mistério é o fim da amizade entre os pais de Sutton e a mãe de Char, outra grande amiga de Sutton.

A série não possui nomes conhecidos. Alexandra Chando interpreta as gêmeas e Blair Redford, que recentemente interpretou Ty em Switched at birth, faz o papel de Ethan, o namorado de Sutton. Os fã de Pretty Little Liars podem sentir falta do suspense no início, mas a série irá, aos poucos, acrescentando os elementos que fizeram os livros de Sara Shepard um sucesso editorial. 

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Super 8, de Spielberg e J.J. Abrams



Na última sexta-feira estreou nos cinemas brasileiros Super 8, uma ficção científica que conta a história de um grupo de amigos que está filmando um curta-metragem com uma câmera super 8 quando presenciam um descarrilamento de um trem que é investigado pelo exército americano. A partir daí, coisas estranhas começam a ocorrer em Lillian, a cidadezinha pacata de Ohio em que se deu o acidente.

O filme, ambientado no final da década de 70, tem o selo de produção de Steven Spielberg e J.J Abrams. Aliás, foi selado, registrado e carimbado com a marca dos dois cineastas. Spielberg não precisa de introdução, responsável por nomes como E.T, o extra-terrestre, Contatos Imediatos de Terceiro Grau, e mais recentemente pela série Falling Skies, da TNT (veja aqui a resenha da série). J.J. Abrams é conhecido pela direção de Missão Impossível 3, além da criação e produção das séries Alias e Lost. É possível perceber a presença deles no filme de forma clara.

Em muitos momentos do filme é possível lembrar de E.T, o extra-terrestre, principalmente quando o grupo de amigos se une para contra o exército. Até a aparência de um elemento importante do filme (olha o meu cuidado em não dar spoiler) é livremente inspirado - leia-se quase cópia - na série Falling Skies. Mas J.J. Abrams também deixa sua marca. Diversas vezes parece que a fumaça-monstro de Lost vai aparecer a qualquer instante, sem contar o acidente do trem, que lembra a famosa queda do avião na ilha.

Os personagens principais do filme foram interpretados por dois adolescentes, Joel Courtney e Ellen Fanning. Coutney, que é um estreante no Cinema, faz o papel de Joe Lamb, filho do delegado, que acaba de perder a mãe. Fanning, que atuou em O Curioso Caso de Benjamin Button, interpreta Alice Dainard, uma garota que sofre com a bebedeira do pai.

É interessante que no filme, os adolescentes querem produzir um curta-metragem sobre zumbis e em determinado momento o "diretor" do curta diz que é necessário mudar o roteiro, acrescentar uma esposa para que o curta tenha uma história, mesmo sendo um filme com zumbis. Na verdade, ele tentava explicar a necessidade de acrescentar um toque humano a um filme de terror. E é exatamente o que foi feito em Super 8, mas na verdade o drama humano é mais interessante do que a ficção científica.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Pretty Little Liars

Comecei a assistir Pretty Little Liars por pura falta do que ver, já que tinha visto todos os episódios das séries que acompanho (hoje são mais de 50) e todos os filmes que estava interessada na época. Quando resolvi, o seriado já estava no final da primeira temporada, e pensei que não faria mal assistir ao primeiro episódio. Se gostasse, poderia ver os demais e achava mesmo que não ia gostar, tinha uma cara muito teen. O que eu não sabia é que gostava tanto de histórias adolescentes.


Pretty Little Liars é baseado em uma série de livros de mesmo nome da escritora Sara Shepard (veja a resenha de Maldosas, o primeiro livro, em http://nomundodealguem.blogspot.com). A história gira em torno de quatro amigas, Hannah, Aria, Spencer e Emily, que perdem a melhor amiga, Alison, e começam a sofrer ameaças de alguém que se intitula A. As garotas começam a receber emails e mensagens de texto de A, ameaçando sempre expor algum segredo delas. E o que não falta para essas quatro amigas são segredos, em particular sobre Jenna, uma garota da cidade delas, Rosewood. Aliás, a cidade é repleta de segredos e mistérios, mas o maior de todos é: quem matou Alison DiLaurentis?

Além da morte de Alison, outro grande mistério é descobrir quem é A e porque odeia tanto as quatro amigas. Todo mundo é suspeito e nesse drama não há uma única pessoa inocente, todos em Rosewood fizeram algo que não seja ético ou correto. Pais, mães, irmãos, vizinhos, cada um tem um segredo que corre o risco de ser revelado. Além de A, cada uma das garotas tem outros assuntos para lidar como o romance secreto de Aria, os problemas financeiros de Hannah e sua mãe, a relação conflituosa de Spencer e sua irmã e a homossexualidade de Emily, e tentam conciliar suas vidas com a necessidade de descobrir os dois grandes mistérios que rondam Rosewood.

Pretty Little Liars é uma série produzida pelo canal ABC Family e já está em sua segunda temporada. No Brasil, a primeira temporada do seriado é transmitida pelo canal pago Boomerang. Apesar da série ser voltada para o público adolescente, o mistério que envolve Rosewood e seus habitantes é cativante e interessante. Acompanhe Aria, Emily, Hannah e Spencer em suas venturas e desventuras e saboreie um suspense light, mas ainda assim um bom suspense.



terça-feira, 9 de agosto de 2011

Thor, o Deus do Trovão.

Fiz o inverso da maioria. Assisti primeiro Capitão América e só depois vi Thor e confesso que o filme foi uma caixinha de boas surpresas. Primeiro, achei muito, mas muito melhor que Capitão América. Segundo, o elenco conta com o grande Anthony Hopkins, e isso já diz bastante de um filme (desafio qualquer um a dizer o nome de um filme ruim com o Anthony Hopkins). E terceiro, mas não menos importante, o filme é dirigido por Kenneth Branagh, um gênio irlandês que dirigiu o excelente Hamlet e atuou em diversas produções como Operação Valquíria e Harry Potter e a Câmara Secreta, nesse último fazendo o papel do professor idiota Gilderoy Lockhart.


Branagh deu ao filme o equilíbio certo entre a seriedade de Asgard e o humor de Midgard (a Terra). Asgard, o lar de Thor, é onde podemos ver os melhores efeitos especiais do filme, e aqui faço o destaque da Ponte do Arco-íris e seu guardião, Heimdall, interpretado por Idris Elba. Na Terra acompanhamos as situações cômicas do Deus do Trovão como mortal, auxiliado por Jane, uma atrapalhada astrofísica vivida por Natalie Portman, de Cisne Negro e V de Vingança.

Contamos com o Agente Coulson, personagem que conhecemos desde Homem de Ferro, que tenta descobrir o que é o Mjolnir, o martelo mágico de Thor. O Agente Coulson, vivido por Clark Gregg, o engraçadíssimo Richard de The New Adventures of old Christine, tem aparecido sistematicamente nos filmes da Marvel, seja na história ou em trailers de outros filmes futuros. O veremos novamente em Os Vingadores.

Chris Hemsworth faz o papel do Deus do Trovão e sua interpretação de Thor, apesar de não ter se saído mal, foi ofuscada pelo seu porte físico. Tom Hiddleston interpreta Loki, o irmão manipulador de Thor, que é um personagem que poderia ter sido melhor explorado. Os dois não fizeram grandes interpretações, mas também não estragaram o filme.

Como em todas as produções Marvel, em Thor também temos o trailer no final dos créditos referente a próximos filmes lançados. Nesse caso vimos um pedacinho de Os Vingadores, com Samuel L. Jackson como Nick Fury. Estou muito ansiosa para ver Os Vingadores, mas prevejo muitos personagens ofuscados pelas interpretações de Jackson e de Robert Downey Jr., que faz Tony Stark.

sábado, 6 de agosto de 2011

Shameless, mais uma grande atração do Showtime.

Shameless é, provavelmente, o show mais incomum e politicamente incorreto que já assisti. A série é um misto de comédia e drama e conta a história dos Gallagher, uma família que mora em um bairro pobre de Chicago. O pai, Frank Gallagher, interpretado magistralmente por William H. Macy, é um bêbado que vive desempregado e consegue dinheiro fraudando a Previdência Social. Pai de seis filhos, ele é o que mais precisa de atenção e cuidado. 


A rocha da família é Fiona, a filha mais velha, que toma conta dos irmãos menores, já que a mãe os abandonou. Depois temos Lip, um gênio que descola grana fazendo testes para outros alunos. Ian, o irmão do meio, é um homossexual ainda no armário que tem um caso com o patrão mulçumano. Debbie é uma pré-adolescente que se sente sozinha e a única que aceita os defeitos do pai. Carl é uma criança com forte tendência à violência e por último Liam, o bebê que difere de todos os outros por ser negro.

Diferente de outras séries que se concentram apenas em desenvolver os personagens principais, o elenco de apoio de Shameless é tão estranho é formidável como os Gallagher. Steve é um ladrão de carros que se apaixona por Fiona e começa a fazer parte da rotina da família. Karen é amiga de Lip e sofre com o pai puritano e a mãe agorafóbica. Sheila, mãe de Karen, é interpretada pela hilária Joan Cusack que fez a diretora certinha de Escola de Rock. Ela, apesar da doença, está sempre sorridente e alto-astral. Finalmente o casal Veronica e Kevin, vizinhos dos Gallagher, que praticamente passam o tempo juntos fazendo sexo.

A segunda temporada estréia em janeiro de 2012. A série, baseada no seriado britânico, faz jus ao nome. Os personagens não possuem vergonha, fazem o que é preciso para sobreviver. Roubo e mentira fazem parte da vida desses moradores, mas ainda assim eles encontram motivos para continuar em frente, sempre com alegria estampada no rosto. Shameless vai fazer você se apaixonar pelas pessoas mais desavergonhadas da história da televisão.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Alphas, a nova atração do SyFy

Os órfãos de Heroes tem uma nova chance de se encontrar com o novo show do SyFy. Alphas, que estreou em julho, conta a história de um grupo de pessoas que possuem habilidades que os fazem diferentes dos outros. Bill, um agente do FBI, possui super força. Gary é um jovem autista que consegue visualizar qualquer onda eletromagnética, tranformando-se em um grande receptor de áudio e vídeo, recebendo dados de qualquer telefone, câmera de rua e afins. Nina possui a habilidade de colocar pensamentos nas pessoas, forçando-as a fazer o que ela deseja. Rachel é uma persa que consegue intensificar qualquer um dos  cinco sentidos a ponto de seguir rastros, cheiros e trajetórias. Por fim, Cameron tem equilíbrio e mira supernaturais.


Esse grupo, que lembra bastante os mutantes X-men, busca encontrar outras pessoas com dons similares e determinar se são ou não uma ameaça à sociedade. Se sim, são internados em uma instituição criada para lidar com os poratadores de habilidades incomuns. Essas pessoas agraciadas com essas habilidades foram chamadas de Alphas. Assim como em Heroes, em que os super humanos contavam com Mohinder para guiá-los a respeito de seus poderes, em Alphas temos o Dr. Rosen, um psiquiatra que lidera o time e é ele quem determina quem vai ou não para a instituição.

Apesar do Dr. Rosen liderar os Alphas, eles são subordinados ao governo americano, e não existem oficialmente. Isso tem incomodado o psiquiatra, que percebe medo e preconceito vindo daqueles que são responsáveis pela instituição criada para lidar com os Alphas.

O show não conta com um grande elenco, os mais conhecidos do público são David Strathairn, que interpreta o Dr. Lee Rosen e trabalhou em O Ultimato Bourne, e Mahershalalhashbaz Ali, que faz o papel de Nathan Cley e fez as séries Crossing Jordan e The 4400. Mesmo com o elenco desconhecido para o grande público, Alphas está mantendo uma boa audiência, em torno de 2,5 milhões de telespectadores, o que pode ser tomado como uma excelente média, considerando que o canal SyFy é um canal pago da tv americana e que seu público é bem seleto, pois como o próprio nome do canal demonstra, é um veículo especialista em produções de ficção científica.

O episódio 03 da 1ª temporada, Anger Management ("Gerenciamento de raiva", rápida tradução), foi o melhor até agora e deve ser a partir dele que a trama se desenvolveráAlphas é aposta certa para quem gosta do gênero ficção, e para quem é fã de quadrinhos, especialmente os X-men, da Marvel. Os nerds de plantão, me incluindo na categoria, tem mais uma série de ficção digna de atenção.


quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Homem-Aranha Noir, da Marvel.

Homem-Aranha Noir é uma minissérie com quatro edições que recentemente foram compiladas em um único livro. A ilustração ficou a cargo do italiano Carmine Di Giandomenico, que já ilustrou personagens como Conan, Demolidor e a revista Magneto - Testemunho (a qual estou desesperada para ler). O roteiro é de Fabrice Sapolsky e David Hine. Hine é um roteirista inglês que já escreveu para revistas como X-men e Spawn.


Noir é uma palavra francesa que significa preto ou negro e a expressão é utilizada para descrever ficções de gênero policial ou suspense, que retratam o mundo de forma cínica. São originárias da década de 30, quando o mundo estava sofrendo a crise iniciada com a quebra da bolsa de Nova York, em 1929.

O quadrinho se passa em Nova York, em 1933. Tia May é uma ativista política que luta em prol dos desfavorecidos e discursa nas  localidades pobres da cidade. Peter Parker a acompanha e lá ela é assediada pelos asseclas de Norman Osborn. Em sua defesa surge Ben Ulrich, que fica admirado com o idealismo de Peter. Sem dar mais detalhes para não estragar a surpresa, Homem-Aranha Noir é ao mesmo tempo diferente e fiel às histórias do "amigão da vizinhança".

Estão presentes nessa história muitos dos personagens que acompanham o Aranha: Tia May, Ben Ulrich, Norman Osborn, a Gata Negra, o Abutre, Kraven e J. Jonah Jameson. A história é crua, sem a alegria e otimismo que são características do nosso herói. As cores escolhidas retratam a trama, sem vida, tudo cinza, preto e marrom. Os personagens que conhecemos nos mostram outras faces, como se na época ninguém pudesse se dar ao luxo de manter o caráter. Os que são reconhecidamente maus se mostram ainda piores. Mas ainda assim sempre podemos contar com Tia May e Peter Parker com a definição de certo e errado, sem enxergar o mundo em tons de cinza.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Capitão América, o primeiro Vingador

Capitão América nunca foi meu herói favorito do Universo Marvel. Primeiro, porque representa uma propaganda dos Estados Unidos. Segundo, porque a maioria das histórias se passam na Segunda Guerra, e a grande maioria contra o Caveira Vermelha, e eu preferia sempre as histórias humanas do Homem-Aranha e Demolidor ou o charme dos X-men. O famoso herói americano só me chamava a atenção quando fazia parte dos Vingadores, e quando aparecia nas histórias do Aranha. Uma em especial, que eu amo, é Carnificina Total, em que a cidade de Nova York está um completo caos e as pessoas ficam praticamente loucas, atacando violentamente os outros. O Homem-Aranha pede auxílio ao Capitão América e algumas pessoas voltam ao normal só de olhar para ele, como se ele representasse o bem absoluto.


Para quem não é familiarizado com quadrinhos, Capitão América conta a história de Steve Rogers, um rapaz franzino que deseja lutar na 2ª Guerra Mundial e recebe sua chance ao ser selecionado para uma divisão do exército americano que desenvolve pesquisa científicas em busca de supersoldados que lutem contra os nazistas e Hitler. Ao se tornar o Capitão América, Rogers começa a lutar contra um perigo ainda maior que Hitler, Johann Schmidt, o Caveira Vermelha, líder da Hidra, uma organização de fanáticos que deseja conquistar o mundo.

Quando fui assistir ao filme, fui por curiosidade. Queria ver o filme que bateu a bilheteria de Harry Potter e as Relíquias da Morte parte 2, e também queria ver na telona o gostinho do que está por vir em Os Vingadores. O que eu não esperava era gostar tanto do filme. Não poderiam ter escolhido alguém melhor para interpretar o Caveira Vermelha e a escolha de Chris Evans como Steve Rogers foi acertada. Hugo Weaving, o famoso Agente Smith da trilogia Matrix, mas que eu prefiro muito mais em V de Vingança, está ótimo como o arquiinimigo do Capitão América. Chris Evans, acostumado a fazer papel de garotão, como o Tocha Humana de Quartetto fantástico e o Ryan de Celular, está bem como o idealista Steve Rogers.

Os efeitos especiais para fazerem o bombado Chris Evan parecer mirrado foram eficientes e a cena em que o Capitão América joga o escudo e TODO MUNDO no cinema desvia dele foi hilária. Só aconselho a não assistirem em um cinema da rede Arcoplex. Os óculos 3D que disponibilizaram são péssimos, muito desconfortáveis no rosto.

Apesar de ter gostado tanto do filme, o que valeu a pena mesmo foi ver o teaser de Os Vingadores. Samuel L. Jackson tem o jeitão do Nick Fury mesmo e vai ser uma delícia ver de novo Robert Downey Jr. como Tony Stark. O que foi interessante mesmo foi perceber o cinema lotado enquanto os créditos no final do filme iam passando. Como meu irmão observou muito bem, tem muito nerd no mundo.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

A Fúria dos Reis, livro dois de As crônicas de gelo e fogo

A Fúria dos Reis é o segundo livro da saga As crônicas de gelo e fogo e continua a história sobre a guerra dos tronos iniciada no livro um. O livro não aumentou apenas em número de páginas em relação ao primeiro ( o segundo possui 656 páginas enquanto o primeiro tem 592), mas também em relação ao número de personagens. Dois importantes personagens foram introduzidos na trama, Melisandre, uma umbromante de Asshai, e Sor Davos, um vassalo de Pedra do Dragão, ambos apoiadores de Stannis como rei. Outros novos personagens são Asha (irmã de Theon), Brienne (membro da Guarda Arco-íris de Renly), Sor Dontos (um cavaleiro bêbado da corte de Joffrey) e Qhorin Meia-mão, um patrulheiro da Patrulha da Noite.


A Guerra dos Tronos era basicamente sobre homens, mas em A Fúria dos Reis a mágica começa a se tornar presente, o que acredito que vai acontecer ainda mais nos próximos volumes. Acho muito interessante que nenhum dos autoproclamados reis tenham um capítulo próprio no livro, tudo a respeito deles é sabido pelos capítulos de outros personagens. Quando é sobre Stannis, o capítulo é de Davos, quando é sobre Robb e Renly, o capítulo é de Catelyn, e quando o autor fala de Joffrey, os capítulos são de Sansa ou Tyrion. Balon Greyjoy autoproclamou-se rei das Ilhas de Ferro, mas aparece apenas nos capítulos de Theon, e o pouco que sabemos sobre o rei para lá da Muralha, Mance Rayder, lemos nos capítulos de Jon. A única pessoa que aspira a um trono e tem um capítulo com seu título é Daenarys.

Nesse segundo livro, temos quatro reis autoproclamados nos Sete reinos, Stannis, Renly, Robb e Joffrey, além de Balon Greyjoy que se intitula Rei das Ilhas de Ferro. A guerra está em todo o território e ninguém está a salvo. Navios são proibidos de partir dos portos, castros são queimados, vilas saqueadas e o povo perece. Sansa começa a parecer mais com uma Stark, mas ainda bastante iludida, enquanto Arya continua rebelde, lutando do melhor jeito que consegue. Bran faz dois novos amigos, os irmãos Meera e Jojen, de Atalaia da Água Cinzenta, que vão a Winterfell para ajudá-lo. Jon se aventura fora da Muralha, descobrindo novos perigos.

Como não sou fã de spoilers, os comentários sobre a história do livro ficam por aqui. Arya, Bran e Jon são meus personagens favoritos nos livros, mas gosto muito da Catelyn e do Tyrion da série. Nos livros o Tyrion é Lannister demais para o meu gosto e a Catelyn não é tão forte como na série. A Tormenta de Espadas, livro três de As crônicas de gelo e fogo, já pode ser comprado no site de vendas Submarino, com previsão de entrega para o início de setembro. No site está disponível o capítulo um do livro três, para quem quiser sentir um gostinho do que está por vir.

Para quem tem Facebook, sugiro um app chamado Game of Thrones Quizz, do Quizz Monster. Criado para a série da HBO, ele identifica de qual casa você seria se fosse um personagem do show, por meio de algumas perguntas. Eu, claro, seria uma Stark.




quinta-feira, 28 de julho de 2011

The Big C, a obra-prima do Showtime

Cathy tem uma vida pacata. Professora do ensino médio, um marido devotado, um filho sem problemas. A vida está nos trilhos. O que poderia deixar tudo de pernas para o ar? A resposta é uma palavra que começa com c.

The Big C é um show produzido pelo Showtime e conta a vida de Cathy e sua luta contra o câncer. É protagonizada pela excelente Laura Linney, conhecida dos brasileiros como o par romântico de Rodrigo Santoro em Simplesmente Amor. O elenco também conta com Oliver Platt e Cynthia Nixon, de Sex and the city. A série é transmitida no Brasil pela HBO.

Ao descobrir que tem câncer, melanoma, estágio quatro, Cathy decide mudar sua vida, fazendo as escolhas mais diferentes possíveis, incluindo colocar o marido para fora de casa, ter um caso, comprar um carro e tantas outras ações mais, desde que signifique mudança. Por não ter contado nada sobre sua doença, conta apenas com o consolo de seu médico e da vizinha mal-humorada, Marlene, que acabou descobrindo o câncer. Justamente por não ter compartilhado com ninguém a descoberta da doença, ela é incompreendida, tanto pelo marido bem como filho e pelo irmão bipolar.

O final da primeira temporada é um dos episódios mais lindos e emocionantes que já vi em um show, quando ela decide não carregar mais o fardo sozinha, e decide que quer lutar, que quer viver e que não vai mais ficar perdendo o tempo que ainda tem.

A segunda temporada estreou em junho nos Estados Unidos e está focando no tratamento de Cathy e em como isso está afetando sua família. The Big C não trata o tema câncer de forma pesada e Linney parece feita para o papel. Não posso me esquecer de falar de John Benjamin Hickey, que interpreta Sean, o irmão bipolar de Cathy. A impressão que se tem é que Sean, com suas mudanças de humor, personifica toda a reviravolta na vida de Cathy. E Hickey faz deliciosamente o papel de neurótico paranóico, que se envolve com a velha amiga de cathy, a desmiolada Rebecca.

The Big C é engraçada, triste, doce, conflituosa. Assim como a vida. Com câncer ou não.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Dexter, do Showtime

O Showtime é um canal pago americano que tem primado pela qualidade dos shows produzidos, assim como a HBO. Para mim, uma série ser veiculada pelo canal é garantia de qualidade. Nesse clima de amor ao Showtime, vou começar a falar um pouco sobre as séries do canal que estou perdidamente apaixonada. E hoje vou começar pelo meu serial killer favorito.

Dexter é uma série estrelada por Michael C. Hall, que atuou anteriormente em A Sete Palmos, e conta a história de Dexter Morgan, um perito forense, expert em sangue, que é um serial killer. Mas Dexter não é um serial killer qualquer. Sua transformação em assassino começa na infância, quando é adotado pelo policial Harry Morgan, depois de passar por uma tragédia na infância. O pai adotivo começa a ver em Dexter uma criança diferente, que mata animais, e percebe que o filho não é normal. Tentando apaziguar esse "passageiro sombrio" do filho, começa a levá-lo para caçar, mas não é o suficiente. Quando Harry percebe que o filho logo se tornará um assassino, decide ensiná-lo como matar, como se livrar de evidências e estabelece um código: Dexter só pode matar quem mereça.

Na delegacia de Miami, onde trabalha ao lado de sua irmã, Debra, Dex tenta equilibrar o trabalho com a necessidade de manipular evidências, tanto para cobrir crimes que cometeu bem como deixar algumas pessoas livres da lei para que possam enfrentar o tribunal dele, onde é júri, juiz e carrasco. Vemos a luta de Dexter para lidar com esse "passageiro sombrio", como ele mesmo o denomina, suas investigações sobre as futuras "vítimas" de sua justiça, e sua busca por uma vida normal. Dexter, mais do que tudo, deseja ser normal,  deseja amar e ser amado.

É uma série diferente de todas do gênero e cada temporada parece ser melhor que a anterior. Cada temporada envolve um problema específico com o qual Dexter precisa lidar. A quinta temporada conta com as presenças de Julia Stiles, de O Sorriso de Monalisa, e Jony Lee Miller, da cancelada Eli Stone. No Brasil, a série é transmitida pelo canal pago FX e está na quinta temporada. Nos Estados Unidos, a sexta temporada estréia dia 27 de setembro.

Esperemos pela justiça de Dexter.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

A batalha do Apocalipse, de Eduardo Spohr

No início do ano participei do "inesquivável" amigo secreto de ano-novo da minha família, e como sempre, ganhei um livro. É o presente que ganho em qualquer ocasião que mereça presente: aniversário, dia das mães, natal... amigos secretos não poderiam fugir da tradição. É a melhor escolha que alguém pode fazer quando se trata da minha pessoa. Então, como eu disse, ganhei um livro. Quando eu vi o título, eu desanimei. Sou evangélica, mas os livros evangélicos que li não foram lá muito bons de ler, então quando vi "A Batalha do Apocalipse", não minto, desanimei. Mas leitora como sou, não recuso um livro na mão e comecei a lê-lo. Que surpresa maravilhosa!

Eduardo Spohr criou um mundo fantástico, com anjos, demônios, feiticeiras, harpias e arcanjos. Ablon é o personagem principal da trama, um anjo dito renegado, que se insurgiu contra o arcanjo Miguel e foi traído por Lúcifer, que ainda era arcanjo antes de ser expulso do Céu.  A história não se situa em apenas um lugar ou em uma época, acompanhamos as peregrinações de Ablon ao longo dos séculos, bem como a sua constante mudança pelos continentes.

Outra personagem digna de atenção é Shamira, a feiticeira. Aliada de Ablon e apaixonada por ele, é em Shamira que Ablon encontra amizade, conquistada quando ele a salvou da morte certa. É ela quem o ajuda em seus problemas, tanto com os arcanjos quanto com os demônios, e por isso mesmo, se torna o ponto fraco de Ablon.

Spohr utiliza na narrativa alguns conceitos religiosos como o nascimento de Jesus Cristo e lhes dá nova roupagem ao mudar os fatos, pelo menos como estão descritos na Bíblia, mas parece não ter recebido da igreja católica o mesmo tratamento que Dan Brown recebeu ao escrever O Código da Vinci. Um outro ponto que poderia levantar questionamentos é o retrato de alguns anjos como ruins, como Apolion, e alguns demônios bons, como Orion e Amael.

Para lá da questão religiosa, A Batalha do Apocalipse é um livro magnífico, que prende o leitor do início ao fim. Não tem um capítulo, ou melhor, uma folha sequer que seja apenas para aumentar volume. É um livro que merece, com certeza, adaptação para o cinema. E é aqui nesse ponto que podem se zangar comigo, mas A Batalha do Apocalipse merece uma adaptação americana, pois o livro possui muitas cenas de ação com efeitos especiais, o que ainda não vimos no cinema brasileiro.

domingo, 24 de julho de 2011

O maravilhoso mundo de Alan Moore

Eu sou uma fã de quadrinhos. Amo Homem-Aranha, Hulk, Demolidor, X-men, Wolverine, e segundo o meu pai, aos três anos eu acordava no meio da noite chorando e quando ele perguntava o porquê do meu choro, eu respondia: "-pai, eu amo o Fátima" ( eu não conseguia falar Batman na época rs....).

Uns dos meus quadrinhos favoritos são escritos pelo britânico Alan Moore, escritor genial e genioso, crítico ferrenho dos quadrinhos americanos, responsável por obras- primas da nona arte como Watchmen, V de vingança e A liga extraordinária. Todos esses foram adaptados para o cinema, e apenas os dois primeiros fazem jus aos quadrinhos. A liga extraordinária foi um  filme ridículo, que nem a presença de Sean Connery conseguiu salvar.

Watchmen é composto por 12 revistas, que posteriormente foram condensadas em três volumes, e conta a história de super heróis que foram obrigados a deixar de ser heróis, com a exceção do Dr. Manhattan, que continua a trabalhar para o governo americano. A história começa com o assassinato de um ex-herói, o Comediante, e faz com que Rorschach, outro ex-herói, comece a investigar e visitar antigos companheiros como o Coruja, Ozymandias e Espectral. Enquanto isso o mundo vive um clima de guerra mundial iminente.

Enquanto a história vai sendo contada no presente, logo somos levados a vários flashbacks, principalmente com o Comediante. Além dessas voltas ao passado, temos dois personagens secundários, o velho da banca de revista e um rapazinho que lê livros encostados na banca. Em determinados momentos de Watchmen, começamos a ler a história que o rapaz está lendo. É a história dentro da história.

Watchmen é o único quadrinho que figura na lista dos 100 romaces mais importantes do século XX, realizada pela revista Time. É a história de super-herói que mais os mostra como humanos e menos como super-heróis. Os personagens experimentam impotência, amor, desejo, raiva, egoísmo, como todo ser humano. São bem caracterizados, cheios de falhas, imperfeições e ideais.

Meu personagem favorito é o Rorschach. Em um momento da trama, o Coruja e a Espectral estão jantando e conversando sobre os velhos tempos e se recordam de um vilão masoquista que haviam combatido. Rindo, lembraram de como ele pediu para machucá-lo. Aí a Espectral pergunta: "o que será que aconteceu com ele?", e o Coruja responde: "ele tentou isso com o Rorschach e ele o jogou no poço do elevador". 

Rorschach é considerado alguém mentalmente instável, no entanto é o personagem mais consistente, o que não tem dúvidas sobre o que é certo e errado. É o único que sabe exatamente quem ele é e se sente muito bem com isso. Em um mundo conflituoso e com tantas crises de identidade, talvez seja essa certeza que o faz parecer louco.

Watchmen retrata uma sociedade inerte, que deixa para os governantes todas as decisões, e temerosa, pois ao dar a esses governantes todo o poder, dão o controle de suas vidas, de seus direitos e deveres. Lembra alguma coisa?

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Maus, um retrato do Holocausto em quadrinhos

É difícil escrever sobre Maus, tanto por causa da genialidade do quadrinho como pela dor presente na narração. Art Spiegelman, judeu americano e ex-editor da revista New Yorker, retratou em quadrinhos a vida de seu pai, Vladek Spiegelman, durante a Segunda guerra mundial. A história vai nos mostrando Art conversando com seu pai, e depois começa a colocar as memórias de Vladek em primeiro plano. 

Spiegelman retratou os judeus como ratos, os poloneses como porcos e os alemães como gatos. Em  determinado momento da história, Vladek conta que fingia ser polonês e vemos no quadrinho o rato Vladek usando uma máscara de porco. Vemos todo o sofrimento de Vladek durante o Holocausto, a fome, o roubo de suas posses pelos alemães, os maus tratos dos poloneses, sua vida em Auschwitz. Art vai intercalando na história seu relacionamento com seu pai, o suicídio de sua mãe, a morte do irmão que  nunca conheceu.

Maus é arte, é genial, mas é de uma tristeza gritante. O fato de a história de Vladek ser contada em quadrinho aliado ao artifício alegórico de mostrar as pessoas como animais não o faz uma leitura mais leve, mas entendo a escolha, é mais fácil ver rato morto do que pessoas mortas. Spiegelman coloca em seu trabalho a dificuldade de seu relacionamento com o pai e até de entender a dimensão de tudo o que Vladek passou. E se para um filho de um sobrevivente do Holocausto é difícil dimensionar a dor pelo qual o pai passou, para todos nós torna-se praticamente impossível.

Essa é uma leitura que deveria ser obrigatória no Ensino Médio, em todos os países. Devemos lembrar do que aconteceu, para nunca mais permitirmos que aconteça novamente.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

A Guerra dos Tronos e Game of Thrones

A guerra dos Tronos é um livro de George R. R. Martin, transformado em série pela HBO, com o nome Game of Thrones. O livro conta a história dos Stark, uma família honrada que vive no Norte, em Winterfell, e servem a Robert, rei dos Sete Reinos. O lema dos Stark, que já virou febre na internet, é "Winter is coming", ou "O inverno está para chegar". A narrativa é perfeita, com personagens ricos e bem caracterizados, alguns dos quais a gente odeia ou ama assim que começa a ler. Cada capítulo do livro recebe o nome de um personagem, e com exceção da família Stark, apenas o anão Tyrion Lannister e a princesa Daenarys recebem capítulos. Curiosamente, o filho mais velho dos Stark não tem capítulos próprios.

Eu li o livro depois de assistir à série, que também é perfeita, inclusive, em determinados momentos, a série é melhor que o livro. Uma dessas passagens é quando Eddard mata a loba Lady e o filho dele acorda imediatamente, o que não ocorre no livro. Outra passagem da série, que na minha humilde opinião ficou muito melhor do que a opção dada pelo livro, é quando Catelyn Stark diz ao filho: "Primeiro recuperamos suas irmãs, depois matamos todos". A Catelyn do livro quer a paz.

Mas a série também peca em relação ao livro, ao mostrar o irmão do Rei Robert, Renly Baratheon, como homossexual. Em todo o livro nem se ventila a hipótese, e mesmo em A Fúria dos Reis, o segundo livro da saga, não se comenta o assunto, pelo menos até onde eu o li, não.

Não sei como me sentiria se tivesse lido o livro antes, tendo a não gostar de adaptações para a tv. Fiquei muito chateada com algumas adaptações dos meus heróis favoritos para o cinema. Mas depois de ler o livro, ao lembrar da série, vejo como a HBO foi feliz na adaptação do roteiro e na escolha dos atores. Maise Williams, que interpreta Arya Stark, é ótima e Sean Bean está magnífico como Eddard Stark e não há elogio suficiente para Peter Dinklage como Tyrion Lannister (aqui gosto mais do Tyrion da HBO que o do livro).

Seja a série ou o livro, a certeza é de que essa história é uma das melhores ficções da atualidade, de uma riqueza impressionante, sem dever nada a O Senhor dos Anéis. Não perca a oportunidade de conhecer Game o Thrones e A guerra dos tronos.